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Palavra do Arcebispo
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Sex, 25 de Dezembro de 2009 01:01

 

 

O TEMPO PASCAL

PÁSCOA DO SENHOR - Cristo Ressuscitou!

 O anúncio da ressurreição de Jesus foi uma notícia extraordinária. Na madrugada do primeiro dia da semana, Maria Madalena, mulher corajosa, enfrenta a escuridão e vai até o sepulcro de Jesus. Mesmo escuro ela vê que a pedra do túmulo estava retirada. Não havia mais pedra cobrindo o sepulcro de Jesus. Madalena sai correndo para contar a Pedro e ao outro discípulo amado que “retiraram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o colocaram”. Realmente ninguém sabe onde colocaram o corpo de Jesus. Ele rompeu a pedra. O túmulo está vazio. A força da vida venceu a morte. De repente se acende uma luz. Jesus Cristo ressuscitou!
 A ressurreição de Jesus significa, que o medo, a morte, o sofrimento, a injustiça, deixam de ter poder sobre a pessoa que ama, que se doa, que partilha a vida. Jesus nos assegurou a vida plena – essa vida que os poderes do mundo não podem destruir nem atingir.
 Páscoa é passagem. Cristo passou da morte à vida, a sua existência definitiva e gloriosa. A páscoa do Senhor é também a páscoa da Igreja, seu Corpo, que é introduzida na Vida Nova de seu Senhor por meio do Espírito que Cristo lhe deu no dia do  primeiro Pentecostes.
 A celebração da Páscoa começa com o tríduo que se apresenta não como um tempo de preparação, mas sim como uma só coisa com a Páscoa. É o tríduo da paixão e ressurreição, que abrange a totalidade do mistério pascal. O tempo pascal é o mais forte de todo o ano litúrgico, inaugurado na Vigília Pascal e celebrado durante sete semanas até Pentecostes.
 No domingo de Páscoa celebramos a ressurreição de Cristo. A liturgia nos garante que a vida em plenitude resulta de uma existência feita dom e serviço em favor dos irmãos e irmãs. A ressurreição de Cristo, portanto, é o exemplo concreto que confirma tudo isto. Cristo “passou pelo mundo fazendo o bem” e, por amor, Se entregou até à morte; por isso, Deus O ressuscitou. Aos discípulos pede-se que sejam as testemunhas da ressurreição. A nossa missão, como novos discípulos missionários, é testemunhar essa realidade; no entanto, o nosso testemunho será sem sentido se não for comprovado pelo exemplo de amor e doação.
 O 2º Domingo da Páscoa (Domingo da Divina Misericórdia) nos apresenta a comunidade que nasce da cruz e da ressurreição de Jesus: a Igreja. A sua missão consiste em revelar ao mundo a vida nova que brota da ressurreição.
 No 3º Domingo da Páscoa (Discípulos de Emaús) recordamos que a comunidade cristã tem por missão testemunhar e concretizar o projeto libertador que Jesus iniciou; e que Jesus, vivo e ressuscitado, acompanhará sempre a sua Igreja em missão, vivificando-a com a sua presença e orientando-a com a sua Palavra.
 4º Domingo da Páscoa (Domingo do Bom Pastor). A cada ano a liturgia nos propõe, neste domingo, um trecho do capítulo 10 do Evangelho de São João, no qual Jesus é apresentado como “Bom Pastor”. Este o tema central que a Palavra de Deus apresenta nesse dia  para a nossa reflexão.
 5º Domingo da Páscoa (Caminho para o Pai). Somos convidados a refletir sobre a nossa união a Cristo. Somente unidos a Cristo temos acesso à vida verdadeira. Ele é o Caminho para o Pai.
 6º Domingo da Páscoa (O Espírito da verdade). As palavras de Jesus aos discípulos na “ceia de despedida” deixam claro, antes de tudo, que os discípulos não estão sozinhos e perdidos no mundo, mas que o próprio Jesus estará sempre com eles, oferecendo-lhes a cada instante a sua vida.
 7º Domingo da Páscoa (ASCENSÃO DO SENHOR). Dentro dos cinqüenta dias do Tempo Pascal se celebra a Ascensão do Senhor, não necessariamente aos quarenta dias da Páscoa. A preocupação não é tanto cronológica e sim teológica. A Ascensão pertence ao mistério da  Páscoa do Senhor. O Tempo Pascal é concluído com a vinda do Espírito  em PENTECOSTES.


Dom Frei Luís Gonzaga Silva Pepeu, OFMCap.
ARCEBISPO METROPOLITANO DE VITÓRIA DA CONQUISTA

 


SAUDAÇÃO
DO ARCEBISPO METROPOLITANO DOM LUÍS PEPEU
AO ENCONTRO DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
(Paróquia Nossa Senhora das Graças)

Queridos universitários e universitárias: Paz e Bem!

  Com alegria vos saudamos e parabenizamos, sobretudo, a Coordenação Executiva do Encontro e a Paróquia Nossa Senhora das Graças por essa bela iniciativa. Sintam-se todos acolhidos por Deus e por sua Igreja.

  Aproximando-se a Jornada Mundial da Juventude, em Madri, o Papa Bento XVI dirigiu, com muito carinho, uma mensagem aos jovens de todo o mundo, com o seguinte lema: "Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé" (cf. Col 2, 7). O Papa manifestou o desejo de que todos os jovens, tanto os que compartilham nossa fé quanto os que hesitam, duvidam ou não crêem, pudessem viver esta experiência, que pode ser decisiva para a vida: a experiência do Senhor Jesus ressuscitado e vivo, de seu amor por cada um de nós. A mensagem aos jovens consta de cinco pontos: Nas fontes de vossas maiores aspirações; enraizados e edificados em Cristo; firmes na fé; crer em Jesus Cristo sem vê-Lo; e sustentados pela fé da Igreja, para ser testemunhas.

  Que esse evento possa favorecer não só o vosso encontro com Cristo, mas vos tornem protagonistas da construção da civilização do amor, fazendo-vos verdadeiros evangelizadores e evangelizadoras dentro da universidade.

  Com o objetivo de criar uma caminhada de formação e preparação para um novo tempo de evangelização, o Setor Juventude da CNBB está lançando um importante Subsídio para a realização de Jornadas Diocesanas da Juventude, fruto do trabalho de jovens representantes das várias expressões eclesiais da juventude de todo o Brasil, inclusive a juventude universitária.

  Nossa Senhora das Graças, padroeira dessa Paróquia anfitriã, vos proteja e guie no caminho da Sabedoria e da Verdade, para que possam agir, amar e ser como o seu Filho Jesus Cristo. Deus vos abençoe hoje e sempre!

Vitória da Conquista, 4 de abril de 2011.

         Dom Luís Pepeu
Arcebispo de Vitória da Conquista

 

 

MENSAGEM DE NATAL E ANO NOVO DO ARCEBISPO METROPOLITANO
     
N A T A L, “A Festa das Festas!”

        Na festa do Natal celebramos a memória viva da primeira vinda de Jesus, o seu nascimento em Belém, quando os anjos cantam: "Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens por ele amados" (Lc 2,14). O nascimento de Jesus significa que o Reino de Deus já chegou e se instaurou no meio de nós. Na noite santa do Natal celebramos este mistério da encarnação do próprio Filho de Deus, que nasce do seio da Virgem Maria.
      Jesus, o Filho de Deus, feito homem, ao assumir nossa natureza humana, resgatou a dignidade de todo ser humano. A criança de Belém nos leva a contemplar esse incrível amor de um Deus que se preocupa ao máximo com a vida e a felicidade dos homens e que envia o próprio Filho ao mundo para trazer à humanidade um projeto de libertação e salvação.
      São Francisco, o poverello de Assis, Idade Média, tinha uma especial devoção ao Natal do Senhor. “Celebrava com incrível alegria, mais que todas as outras solenidades, o Natal do Menino Jesus, pois afirmava que era ‘a festa das festas’, em que Deus, feito um menino pobrezinho, dependeu de cuidados humanos.” (2Cel 199). Queria que nesse dia ninguém passasse fome, os pobres e famintos fossem saciados e até os animais recebessem uma ração maior. Sendo o Natal a “festa das festas” somos chamados a celebrá-la com sentimento cristão, evitando todo e qualquer caráter consumista e profano e não nos esquecendo de tantos irmãos e irmãs pobres e necessitados que nos rodeiam.
      Celebrar o nascimento de Jesus é abraçar o projeto de justiça e de paz que Ele veio trazer à humanidade; é esforçar-se para tornar realidade o “Reino de Deus”, lutando contra todo tipo de injustiça, opressão, exploração e violência, sentindo-se responsável pela instauração do Seu Reino.
      O Natal, por si, contém sempre uma mensagem de paz e de amor. Jesus nasce para reconciliar as pessoas com Deus e entre si. Jesus anuncia a fraternidade, e a dignidade inviolável de cada ser humano, o direito à vida e a uma vida digna. Jesus anuncia o perdão e a não violência, o amor e não o ódio, a reconciliação e não a vingança.
       No Natal somos chamados a abrir os nossos corações para acolher outra vez a Jesus, o Deus da justiça, do amor, da fraternidade e da paz que nasce na vida de cada um de nós, em nossas comunidades, em nossas famílias e em nossas casas religiosas.
       Na oitava da Natal iniciamos um novo ano civil. É o Ano Novo. Momento oportuno para renovar as nossas promessas e compromissos cristãos. Portanto, a celebração do Natal e Ano Novo deve chamar a nossa atenção, de modo especial, para a questão da paz na família, na comunidade, na sociedade e no mundo. Essa celebração deve ainda nos reportar à questão da solidariedade para com os pobres, que está em íntima conexão com a questão da paz. São os pobres que merecem em primeiro lugar nosso amor e solidariedade, a exemplo do próprio Menino Jesus. A paz só será permanente quando for construída sobre a justiça, o direito e o perdão.
      Em nossa Arquidiocese, somos convidados a continuar, também no ano novo, aprofundando e vivenciando as Diretrizes Pastorais. Que estas nos levem a uma maior consciência de sermos verdadeiros discípulos missionários de Jesus Cristo numa Igreja em estado permanente de missão.
       Almejamos a todos um Feliz Natal e abençoado Ano Novo repletos de paz e esperança.

Vitória da Conquista, Natal de 2010.

 


      Dom Luís Gonzaga S. Pepeu, ofmcap.
               Arcebispo de Vitória da Conquista
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